quarta-feira, 24 de agosto de 2011


REINO DAS ÁGUAS

O Pantanal não é um pântano  mas uma extensa planície que fica inundada durante boa parte     do ano. Em todas as extações a vida fervilha.  Trata-se da região brasileira onde mais se avistam animais em especiais as aves. Há mais: a cultura pantaneira – da lida dos peões pantaneiros com o gado das fazendas – forjada nessa natureza única e submetida a ela, mas sobretudo vivendo em relação quase simbiótica com o constante  ir e vir das águas.

Normalmente se divide a planície pantaneira em Pantanal Norte  e Pantanal Sul. Uma divisão unicamente política , mas que serve para orientar o viajante: ali se viaja ou para o norte ,tendo como porta de entrada a capital de Mato Grosso, Cuiabá, ou para o sul, via Campo Grande capital de Mato Grosso do Sul. Essas cidades recebem os principais vôos regulares de outras regiões do Brasil. Quem vai ao Pantanal  Norte também tem a oportunidade de conhecer a Chapada dos Guimarães. Do mesmo modo, quem viaja ao Pantanal Sul pode integrar ao roteiro a região de Bonito onde se pratica flutuação em Rios de Águas límpidas. Uma viagem pitoresca pelo rio  Pantanal  a  parte dessas outras, é cruzar a planície pantaneira pelo rio Paraguai a bordo de uma barco-hotel.

PANTANAL NORTE

A principal porta de entrada para o Pantanal Norte para quem vai de Cuiabá, capital de Mato Grosso.De lá se alcança Poconé, célebre pela cultura do garimpo e início da rodovia Transpantaneira, que convida a uma viagem pitoresca. Ao final da Transpantaneira, o rio Cuiabá, dá acesso ao Pantanal do Paraguai que abriga a serra do  Amolar e o Parque Nacional do Pantanal  Matogrossense, locais de difícil acesso , mas com paisagens absolutamente lindas e selvagens.

RODOVIA TRANSPANTANEIRA

A Transpantaneira nunca atravessou mais que um terço do Pantanal. Iniciada em 1972, dentro das diretrizes do regime militar de integrar os sertões a construção foi interrompida nas barrancas do Rio Paraguai  a 145 km do início, em Poconé, esbarrando em questões técnicas e políticas. Na ocasião da divisão do estado de Mato Grosso em 1977,o lado sulino perdeu interesse pela obra . Com o tempo, fazendas ao longo da estrada abriram as porteiras aos turistas, como uma atividade adicional à pecuária.


CHAPADA DOS GUIMARÃES

Os gigantescos paredões que formam a Chapada dos Guimarães , a 62 quilômetros de Cuiabá
marcam a confluência entre o planalto e a planície pantaneira. Os rios que brotam ali se
precipitam em  inúmeras cachoeiras antes de atingir o Pantanal. Com 15 mil habitantes a
cidade de Chapada dos Guimarães é a base de apoio para os visitantes de região. Infelizmente,
o turista de massa, desorganizado, fez o local perder  um pouco da aura mística que o
celebrizou. A Chapada está no centro do continente e é atravessada  pelo paralelo 15º
sul, uma faixa supostamente beneficiada  por energias positivas . A praça D. Wunibaldo,
na área central da cidade , concentra os principais serviços e lojas de artesanato.
Durante o mês de Julho ocorre o Festival  de Inverno , voltado para música popular e artes.

PANTANAL SUL

O pantanal sul ocupa o equivalente  a dois terços de toda a planície pantaneira. Asfaltada do início
ao fim, a BR –262  liga a capital Campo Grande porta de entrada para a região, a Corumbá,
cidade famosa pele pesca, às margens do Rio Paraguai e na fronteira da Bolívia. Nos municípios
da Aquidauana e Miranda, cortados pela rodovia, estão as principais fazendas turísticas  de
todo o  Pantanal.  O acesso é feito por estradas secundárias, nem sempre transitáveis durante
a época das chuvas . Em certos períodos chega-se somente de avião. Além de receber visitantes, a
maioria das fazendas dedica-se à pecuária  bovina e sediam pesquisas científicas . Uma
variante da BR 262 que a TAM bem se estende até Corumbá é a estrada parque com 120
quilômetros de terra, que cruza uma zona pantaneira de grande beleza.

COMITIVAS

Quando se inicia o período da cheia    no Pantanal, e a água invade os pastos os fazendeiros
são  obrigados a  transferir o gado para áreas mais altas , a salvo

das inuindações.
Cessadas as chuvas , o o rebanho é levado de volta às invernadas de origem. Esses deslocamentos ocorrem em espécies de caravanas chamadas “ comitivas”  e podem durar
de vinte dias a quatro meses. Durante o percurso  que chega a ser de 20 quilômetros diários, chega-se a conduzir milhares de animais. Alguma fazendas  do Pantanal permitem que turistas
acompanhem essas incríveis marchas . Tradicionalmente, sete peões compõem uma comitiva.
Todos montados em mulas ou em cavalos pantaneiros; a cada um cabe uma função específica. O cozinheiro sempre se adianta à boiada, a fim de preparar os locais de almoço e de
descanso. Muito prestigiado, além de fazer a comida, é ele quem monta o acampamento.
Dia a dia da comitiva, que começa antes do sol nascer, é regido por algumas regras  de conduta, que podem variar: não  é permitido aos peões, por exemplo, tirar o chapéu durante a
refeição.


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