segunda-feira, 25 de julho de 2011

PORTO ALEGRE



PORTO ALEGRE

Capital mais meridional do Brasil, Porto, como é chamada pelos moradores, tem ampla
variedade  .
  
ENCANTO NAS QUATRO ESTAÇÕES

Perfeita para fazer de carro, a viagem começa em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
Até Gramado ( uma espécie de capital da Serra) são 120 quilômeros em uma estrada muito
bonita , com pista dupla e bem sinalizada. Nos últimos 40 quilômetros , há muitas curvas e a
natureza é exuberante. Uma boa sugestão é passear por Gramado ou Canela e em seguida,
partir para São Francisco de Paula, onde algumas das melhores pousadas do Brasil, uma
esticada especialmente recomendada para casais. De lá, ou mesmo diretamente a partir de
Gramado, pode-se rumar para o Vale dos Vinhedos. Por fim, se houver tempo, em vez de
retornar a Porto Alegre, siga até a capital de Santa Catarina, Florianópolis, pela linda serra
geral.

PORTO ALEGRE

Capital mais meridional do Brasil, com quase 1,5 milhão de habitantes, Porto, como é chamada
Pelos moradores, tem  ampla variedade de centros culturais e museus, além de uma vida
Noturna agitada. A cidade cresceu a partir da margem esquerda do rio Guaíba, próximo a sua
embocadura, na Lagoa dos Patos, na porção em que se alarga e toma feições de uma grande
baía. O rio amplia o horizonte da metrópole, contribuindo para a qualidade de vida dos
habitantes. O pôr do sol no Guaíba é um clássico programa da cidade e um dos melhores
Lugares para apreciá-lo é a “ Usina do Gasômetro”, velha usina termoelétrica que abriga hoje
um centro cultural. Outro passeio interessante é o “ Mercado Público “ , prédio de 1.869 em
que se comercializam alimentos e outros produtos e onde funcionam bares e restaurantes.
O mais tradicional é o Gambrinus especializado em frutos do mar e pratos regionais. Para
quem  procura gastronomia de primeira, a sugestão é o tailandês  “ Koh Pee Pee “ aos que
buscam o agito da vida noturna, dois bairros são destinos certos: “ Cidade Baixa”  o primeiro
é conhecido como bairro boêmio, alterrnativo da cidade. No bairro boêmio, Moinhos de Vento,
as ruas Fernando Gomes e Padre Gomes reúnem charmosos cafés e restaurantes. Os
interessados em arte não podem deixar de conhecer a Fundação Iberê Camargo onde está
parte do acervo do artista gaúcho, falecido m 1.994. A sede da Fundação , inaugurada em
2.008 é projeto do arquiteto português, Alvaro Siza. Imperdível, também é o Santander
Cuntural, com exposições, shows e cinema.


GRAMADO

A 135 quilômetros de Porto Alegre, Gramado é um destino clássico de inverno. Os hotéis
costumam ficar lotados nessa época, em especial  no mês de agosto, quando a cidade sedia
o principal festival de cinema do Brasil. Marcada pelas ruas ajardinadas e a arquitertura de
inspiração bávara, Gramado tem várias fábricas de chocolate e de móveis coloniais, além de
ótimos restaurantes, sobretudo suiços e alemães. No centro, a rua coberta- trecho fechado
para o trânsito da rua Madre Verônica – é a que concentra o movimento com lojas, cafés e
bistrôs sob um telhado de vitrô. Ela acaba em frente ao Palácio dos festivais, sede do Festival
de Cinema de Gramado, e na época do evento é nela que se estende o tradicional tapete
 vermelho. O belo e verdejante vale do quilombo pode ser visto de um mirante a partir da
avenida das hortências   .
Gramado e Canela são vizinhas e irmãs. Ligadas por uma estrada de 8 quilômetros ( que não
tem cara de estrada mas sim de avenida principal) há dos dois lados uma porção de casas
comerciais disputando a atenção dos visitantes. Se canela não é tão badalada quanto Gramado
compensa com seu belos parques, Caracol e Ferraduras , ambas tem boa oferta de pousadas ,
hotéis, cafés e restaurantes. Na verdade não faz grande diferença escolher uma ou outra,
quem fica em Gramado, passeia por Canela e vive versa.

SÃO FRANCICO DE PAULA

São Francisco da Paula é uma espécie de Gramado de 20 anos atrás.
A 30 quilômetros de Canela, São Chico como foi apelidada tem um centro e uma única rua, a
Julio de Castilhos. Nela se vêem homens trajados como os gaúchos tradicionais, de bombachas
e  lenços no pescoço. Há uma loja de malhas, outra de botas de couro feitas a mão e padarias,
lanchonetes , uma casa de massas e uma boa livraria. Tudo muito simples e pitoresco.
O cartão –postal  da cidade é o Lago São Berrnardo, próximo ao centro. Com 1,9 quilômetros
de extensão permite a prática de vários esportes náuticos. Ao redor, pinheiros garantem uma
agradável caminhada. O lugar fica especialmente bonito no Outono, quando as follhas
dos plátanos ficam amarelas  e vermelhas. Perto do lago está a grande atração da cidade, a
Pousada do Engenho, eleita pela revista Condé Nast Traveler melhor pousada da América
Latina.

NOVA PETROPOLIS

Os responsáveis pelas grandes atrações de Nova Petropolis são os restaurantes que servem os
mais fartos cafés coloniais da região da serra gaúcha . Há também jardins bem cuidados,
museus e roteiros rurais que contam a história dos imigrantes. A cidade  fica a 34 quilômetros
de Gramado pela rodovia RS 235 uma das mais bonitas da região. Bom programa para passar
o dia.

ROTA DAS VINÍCOLAS

Na Região rural de Bento Gonçalves e Garibaldi, cabernets, merlots, tannats , as principais
Cepas do vale dos Vinhedos fazem parte das mesas fartas, com cardápios recheados de
polenta, galeto e massas, a viagem fica mais pitoresca.  A cidade base- é Bento Gonçalves,
a maior da região, com 100 mil habitantes e ótima estrutura hoteleira. As estrelas, porém,
estão na zona rural: as vinícolas concentram-se no vale dos Vinhedo  no distrito Pinto
Bandeiras, ambos a cerca de 5 quilômetros da entrada da cidade.
Neste passeio organizado visitam-se em 3 horas , seis propriedades  rurais de imigrantes
Alemães e seus descendentes. Começa com a linha Imperial a 7 quilômetros da cidade.
Entre as paradas estão o Armazém Hungerberg onde se pode ver a extração da essência
de rosa mosqueta, o Museu de Família de Alberto Hillebrand com objetos trazidos ao Brasil
no século XIX e o moinho da família, o recanto dos Pioneiros em Nove Colônias , onde se
estabeleceram os primeiros  imigrantes; a propriedade rural “Verde Vale”  pequena fazenda
de subsistência e a Casa de Pedra, onde há apresentação de dança típica.   

  SALTON: VINíCULA-MODELO

A maior das vinícolas da região fica um pouco afastada do círculo .A Vinícola Santon situa-se
no distrito de Tuiuti no  vale do Rio das Antas, a 15 quilômetros do vale dos Vinhedos.
Vale a pena ir até lá. A sede é suntuosa e no tour, organizadíssimo, acompanha-se no processo
de produção desde a colheita das uvas até o engarrafamento.
A visita termina na loja com uma degustação . Há ainda cursos de degustação e almoços, as
Massas caseiras são dignas de nota.

FRONTEIRAS DO SUL

Percorrer os extremos do Rio Grande do Sul é conhecer cenários variados e surpreendentes,
Nos quais se alternam campos, formações rochosas e lagoas repletas de aves. A influência dos
gaúchos, vaqueiros que percorrem a região do pampa também em território argentino e
uruguaio permeia a cultura local. Construções seculares, ruínas históricas , culinária típica e
a linguagem peculiar dos gaúchos são alguns  dos encantos desta festa viagem singular.

IMERSÃO NA CULTURA GAÚCHA

Para conhecer Lagoas.Pampa, e Missões, as três regiões  sugeridas, a melhor opção é viajar de
carro.Pode-se fazer um roteiro circular que englobe os três pontos, a partir de Porto Alegre ou
considerá-los como roteiros independentes. Eles podem ser também parte de uma viagem
maior, caso a intenção seja cruzar as fronteiras do Brasil rumo ao Sul do continente.
Na rota dos campos , Bagé é referência para chegar lá a partir de Taim, segue-se de Pelotas
pela BR 293, ainda na mesma rodovia chega-se a Santana do Livramento e à sua vizinha Rivera,
no Uruguai. De volta a Porto Alegre, vale desviar um pouco da rota principal e passar por
Caçapava do Sul, cujas formações rochosas  atraem ecoturistas. Outra opção é estender a
viagem para o norte, até a região das Missões, e conhecer suas ruinas .

RIO GRANDE

Fundada em 1.737, por portugueses  uma das mais antigas cidades do Rio Grande do Sul .
Com quase 200 mil habitantes  ,o município preserva prédios históricos e mantém vida cultural
ativa. Para os amantes da natureza oferece trilhas e passeios de barco , além disso é bem
perto da Estação Ecológica do Taim. Na vizinha São José do Norte podem,-se observar leões
marinhos nos molhes leste.   Outro passeio próximo de Rio Grande é a praia do cassino, com
245 quilômetros de comprimento, mas sem maiores atrativos.

PAMPA

As paisagens dessa região são desenhadas em duas cores: o azul do céu e o verde da
Pastagem.Separados apenas pela linha do horizonte. As principais cidades brasileiras no
Pampa que se
estende até o Uruguai  e a Argentina, são marcadas pelas grandes extensões de
campos em contraste  com pequenos núcleos urbanos.  Na arquitetura e nas tradições ,elas
guardam a memória  da Revolução Farroupilha celebrada em todo Rio Grande do Sul na
segunda quinzena de setembro. Os gaúchos cultivam com orgulho sua tradições. Mais que
as  roupas típicas, a música e a dança, porém, ali se preserva a cultura do campo, marcada
pela lida com o gado, o uso dos cavalos, o hábito do chimarrão e a simplicidade do nativo.
As pousadas rurais, instaladas em estâncias com até dois séculos de existência são uma boa
oprtunidade de conhecer mais profundamente  esse universo  e a paisagem do pampa.
Bagé é uma espécie de capital cultural de região , com as tradições  gaúchas muito bem
preservadas. Santana do Livramento e  a vizinha,  Rivera, esta já no Uruguai ,são exemplos
da integração que existe na fronteira. Em Caçapava do Sul , apesar da infraestrutura
que deixa a desejar, as incríveis formações rochosas vale a visita.

BAGÉ

Um dos maiores municípios da região com mais de 100.000 habitantes, Bagé foi berço de
artistas , políticos, estrangeiros e militares. Dois dias e uma noite  bastam para conhecer o
centro urbano com seu rico patrimônio arquitetônico, e fazer alguns passeios interessantes
nas redondezas da cidade.

AS MISSÕES

A regiões das missões , no noroeste do Rio Grande do Sul, preserva uma parte importante da
história da colonização das Américas. Ali, se instalaram, durante  os séculos  XVIII
 religiosos da Cia. Jesus autorizados pelos Reis da Espanha e de Portugal a catequizar os
Índios guaranis. No apogeu , em meados do século XVIII, as reduções (ou aldeamentos) eram
Verdadeiras  cidades  com uma população indígina que chegava às centenas . Em 1.750, o
tratado
de Madrid redesenhou a divisa entre os domínios de Portugal e Espanha e as reduções
passaram ao domínio português , os indígenas que as habitavam , porem negaram –se
a abandonar  e tranferir-se para o lado espanhol, dando início às Guerras  Gauraniticas
que se estenderam entre  1.754 e 1.756. Em 1.758,os jesuítas foram expulsos da colônia pelo
Marquês do Pombal e os povoados entraram em decadência. Hoje restam as ruínas  de quatro
das sete reduções gaúchas  (além de oito no Paraguai e quinze na Argentina).
No lado brasileiro , a mais iportante e bem preservada é a de São Miguel Angelo que fica no
Município de São Miiguel da Missões.

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