terça-feira, 30 de agosto de 2011


JALAPÃO


CHAPADA DOS VEADEIROS
Chapada dos Veadeiros

Gigantescos platôs de pedra que se erguem abruptamente sobre o cerrado,
cachoeiras caudalosas, campos de buritis e nascentes de rios, com isso a
chapada dos Veadeiros , no nordeste goiano já seria um destino ecoturistico de
primeira  grandeza. Além disso, como essa paisagem se assenta sobre
uma enorme placa de quartzito, o que faz brotar cristais por todo lado,
e é atravessada pelo paralelo 14, o mesmo que corta Machu Picchu, no
Peru, a região atrai místicos de tido tipo. As bases para explorar a área
parte dela  protegida por um parque nacional são a estruturada Alto
Paraiso de Goiás, a rústica vila de São Jorge e a nova fronteira do
turismo local, Cavalcante. Para explorar as atrações ( que não se
limitam ao  interior do parque, espalhando-se também pelo entorno
é aconselhável contratar um guia nas pousadas ou nos centros de
atendimento ao turista da cada localidade.

ALTO PARAISO

A 230 kilômetros de Brasilia pela Rodovia – GO118, Alto Paraiso tem, mais de  
6 mil  habitantes e a melhor infraestrutura de serviços da região. A cidade se
desenvolveu pelas mãos das comunidades alternativas  que chagaram atraídas
 por seu suposto magnetismo. O clima místico está nas várias construções
em forma de pirâmide, nos vistrais e incensos vendidos em lojas e retaurantes
de comida natural. Um dos programas clássicos da cidade  é assistir ao por
do sol no “ aeroporto”  um pista de pouso abandonada que teria sido cosntruída
para a aterragem de ovnis.

CAVALCANTE

A cidade demourou a ser descoberta pelos turistas, mas tem sido
o destino preferido dos antigos freqüentadores de São Jorge em busca de novos
ares. A 90 quilômetros de Alto Paraiso, Cavalcante nasceu no século XVIII
da exploração de ouro em Goiás. Em seu entorno grupos remanescentes  de
quilombos conhecidos como calungas, mantém viva a memória da escravidão e
da resistência na chapada. Todos os passeios devem ser feitos com guia,
nas pousadas ou obtido  no receptivo truístico local

PIRENÓPOLIS

Destino clássico de fim de semana dos moradores de Brasília (são só 140
quilômetros de viagem) a charmosa “Piri” não é só uma cidade interiorana
Com ruelas de pedra, casarões coloniais e pracinha com coreto. Seus 21 mil
habitantes levam uma vida pacata durante a semana, mas aos sábados e
domingos enchem os bares da rua
do lazer junto com os turistas . Nesses dias uma feira de artesanato toma
as ruas do centro, feitas de pedra de quartzito perfeitas para um passeio a pé.
Na rua direta estão os primeiros casarões erguidos no século XVIII, a cidade
foi fundada em 1.727, quando bandeirantes encontraram ouro no rio das Almas
aos pés dos Pireneus.

GOIÁS VELHO. PROCISSÃO FOGARÉU E CORA CORALINA

Como acontece há mais de dois séculos, à meia noite da quarta-feira da semana
santa apagam-se as luzes da cidade histórica de Goiás Velho, a 210 quilômetros
de Brasília . Começa assim a procissão do Fogaréu. Quarenta homens enca-
puzados, os farricocos pegam tochas acesas na frente da Igreja Boa Morte e
caminham pelo centro ao som de tambores. Eles representam os perseguidores
de Jesus, que buscam aprisioná-los. Uma multidão com velas  junta-se ao grupo
até a Igreja do Rosário onde está preparada uma mesa para a realização simbóli-
ca da última ceia. Depois o cortejo ruma para a igreja de São Francisco de
Paula representação do monte das Oliveiras, onde os encapuzados encontram
Jesus , simbolizado por um belo estandarte, réplica do original pintado pelo
artista goiano José Joaquim da Veiga Vale. Enquanto o estandarte é descido,
soam clarins e o bispo faz um sernão . Jesus então é preso e crucificado.
A cidade, tombada como patrimônio histórico e cultural da humanidade
pela Unesco em 2.001, é terra natal de Cora Coralina. Em sua casa, hoje     Museu Casa de Cora Coralina, o quarto , a cozinha e a sala onde a poeta
escrevia foram mantidos como ela os deixou.

JALAPÃO

O Jalapão  é um vasto vazio humano no extremo norte do cerrado brasileiro.
Numa área pouco menor que o Rio de Janeiro, a densidade populacional não
chega a um habitante por quilômetro quadrado. Os inúmeros rios, cachoeiras
dunas, lagos e chapadões ali existentes protegidos em parte por um parque
estadual  fizeram da região um dos destinos mais procurados  pelos ecoturistas
brasileiros, indicado para  aqueles que procuram lugares incomuns e selvagens
e que não se importam muito com o conforto. Se raramente se encontram pessoas
os animais são vistos com extrema  facilidade: araras azuis, cervos, antas raposas, lobos, e cobras atravessam com naturalidade o caminho dos viajantes.
O “nome “ Jalapáo é um derivado de “jalapa, planta medicinal nativa.

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